A ajuda recorde de US$ 1,1 trilhão prometida no mais recente encontro do G-20 , em abril, ajuda os países em desenvolvimento a obter recursos em meio à crise econômica, mas pode gerar uma onda de endividamentos impagáveis entre os países emergentes. O alerta foi feito pelo economista Paul Ladd, da Agência de Políticas para o Desenvolvimento do PNUD. Os empréstimos podem gerar problemas semelhantes aos que foram enfrentados pelos mundo em desenvolvimento entre o final da década de 80 e o começo da década de 90. A última previsão do FMI (Fundo Monetário Internacional) indica que o PIB (Produto Interno Bruto) dos países em desenvolvimento deve crescer apenas 1,6% neste ano, contra 8,3% em 2007. Essa desaceleração traz impactos nos investimentos dos governos e na geração de empregos. Com as vias normais de financiamento secando, afirma Ladd, as nações pobres poderão sentir-se tentadas a usar o dinheiro dos novos empréstimos do FMI e dos bancos de desenvolvimento para trazer melhorias aos seus eleitorados. Leia mais